quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Conselho Europeu

Há pouco, foi divulgado que o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, propôs que os líderes europeus passem a reunir-se uma vez por mês. Percebe-se o interesse de Van Rompuy nesta proposta, mas confesso que não acredito na sua exequibilidade.

A União Europeia, que já é uma instituição marcada por uma "reunionite" aguda e por alguma "summit fatigue", não tem condições para se transformar numa espécie de governo europeu, com encontros regulares. É fácil a Van Rompuy ir de Bruxelas... a Bruxelas. Porém, obrigar, todos os meses, primeiro-ministros da Estónia, de Chipre ou de Portugal a efetuarem longas viagens aéreas de ida-e-volta, para um encontro de escassas horas, é uma ideia que põe à prova a racionalidade da vida da União Europeia. Ou a sua irracionalidade. 

6 comentários:

Dosbosques disse...

Arranjem-lhe um segundo emprego; parece que não joga solitaire.

Julia Macias-Valet disse...

E que tal dizer ao Sr. HVR que existem as Conference-Call ? Estamos no século XXI e a tecnologia é para ser utilizada...
"Nao va...telefone!"
Por favor evite a produçao alguns g de CO2, Senhor Presidente !

Helena Oneto disse...

Em tempo de crise aguda, talvez se justifique que os PM dos países membros se reunam mensalmente. A video-conferência, já adoptada nas grandes multinacionais, é uma soluçao económica (em tempo e dinheiro) que deveria ser adoptada neste tipo de reuniões.

Helena Sacadura Cabral disse...

Nem mais!Aconselhar o Sr HVR a usar as modernas tecnologias. É para poupar tempo que elas existem...

Nuno Sotto Mayor Ferrao disse...

Sem dúvida que a Europa, como superpotência mundial, tem vindo a perder, cada vez mais, níveis de competividade face às novas potências emergentes, agravando a crise da estrutura demográfica com os constrangimentos da conjuntura económica. Neste sentido se percebe o alcance da proposta do Senhor HVR de fazer ressurgir o modelo federalista compaginando-o, no nosso caso, com a opção lusófona. Deste modo, só insistindo no património ético vivenciado pelo povo Europeu lhes poderá servir de guião de conduta.

Indubitavelmente, para além do recurso às novas tecnologias como mecanismo de poupança, como o salientam as Senhoras Julia Macias Valet, Helena Oneto e Helena Sacadura Cabral,importa reafirmar a estratégia política europeia de tornar os países mais carenciados devedores do impulso de generosidade e arrependimento dos países ricos.

A solução político-ideológica deverá incorporar, assim, a tensão de integração entre os diferentes espaços mundiais de relacionamento económico no sentido de ressarcir as dificuldades na vivência do património ético nos horrores dos nossos antepassados e nas longas batalhas a travar em favor da difusão dos ideais dos Direitos Humanos.

Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrao
www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt

Anónimo disse...

Enfim... alguém lhe ofereça ou lhe inflija uma pós graduação em gestão de recursos... pode ser daquelas domiciliárias desde que se comprove que ouviu e escutou,ou seja que consiga papaguear os pressupostos elementares...

Estou que estes Senhores, perdoem-me, dizer o que penso, mas acreditem que também penso no que digo... deveriam conhecer os benefícios de andar de burro... Na realidade claro... Metafóricamente já foram concebidos e nasceram a saber.

Isabel Seixas