terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A sombra

Quem eu fui há vinte anos
veio hoje tomar-me do braço e perguntou:
o que fizeste de mim?

Respondi-lhe: fiz tudo quanto deixaste
que eu pudesse fazer.

A sombra sorriu de troça.
E desapareceu.

(Ainda preciso de desculpas
para tudo o que não fiz). 

Luis Filipe Castro Mendes

Poema, com contribuição de memória parisiense, no excelente Tim Tim no Tibet

1 comentário:

Anónimo disse...

Que bonito...

Fez-me recordar o Richard Bach no seu livro Uma Aventura do Espírito que li com interesse...

Mas do meu ponto de vista "Tenho mesmo lata" A sombra tem a mesma idade que nós daí que o Poeta ...

É um fingidor...

Embora Eu O admire e não consiga fazer melhor... Ou sequer chegar-lhe aos calcanhares...

Mas... Há que tentar...Ou não?!...



Das três caminhadas
Escolhi.
A melhor?...

As outras
Abandonadas, frustradas
Entranharam-me.
Em Dor

Escolhi.
A esperança
Deixei:
A tentação
A espontaneidade

Escolhi...
A razão
Como se fosse verdade
Oh!!! bem-aventurança
Enfermei;
Sucumbi...Mas ...Vivi.
Isabel Seixas

PS Apareça,apareça IM com cabeça.