domingo, 31 de janeiro de 2010

Viva a República!

Nesta data de 31 de janeiro, que comemora a revolta republicana que prenunciou o fim do regime monárquico, em 1910, tiveram início oficial em Portugal as comemorações do centenário da República.

Temos perante nós uma interessante oportunidade de dar destaque, perante as novas gerações, aos valores da ética republicana, que hoje constituem o fundamento da nossa Democracia, a que o 25 de abril deu corpo. 

Da mesma maneira que, durante a ditadura, a República foi diabolizada pelos seus inimigos, vamos agora, com toda a certeza, assistir por aí ao afloramento, mais ou menos folclórico, de iniciativas "antirepublicanas", que mais não são do que estertores da memória dos que foram afastados em 5 de outubro de 1910 e em 25 de abril de 1974. Sejamos magnânimos, porque é esse o único comportamento digno dos vencedores para com os derrotados da História.

6 comentários:

Helena Oneto disse...

"Sejamos magnânimos, porque é esse o único comportamento digno dos vencedores para com os derrotados da História"

Esta maxima vai ficar nos anais da República!

Correia de Araújo disse...

Bonita a "festa" no Porto para início das comemorações do centenário da República.

José Barros disse...

O interregno da República não permitiu, se bem me recordo, grandes festividades do quinquagésimo aniversário. Talvez ainda mais por isso é importante que qualquer festividade durante todo este ano de 2010 faça referência à sua implantação.
A associação “Casa dos Arcos de Valdevez na Região de Paris” programou para dia 30 de Maio próximo uma tarde Cultural sobre o tema “Arcos de Valdevez – Expressão Poética e Literária” onde se apresentará Teixeira de Queirós, escritor arcuense, que participou como Ministro dos Negócios Estrangeiros num dos primeiros governos da República.

Helena Sacadura Cabral disse...

Presto-lhe, Helena, a minha homenagem. Essa é, ou deveria ser, a posição dum país e dum povo que não tem dúvidas acerca do caminho que trilha

Nuno Sotto Mayor Ferrao disse...

Sem dúvida que o 31 de Janeiro de 1891 foi o prenúncio do que estava para acontecer politicamente.

Devemos, sem dúvida, celebrar os 100 anos da República sabendo distinguir o objectivo cívico do objectivo de pedagogia histórica, porque como nos diz, muito avisadamente, o Senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa temos de reconhecer as inúmeras virtualidades da Ética Republicana e, ao mesmo tempo, aproveitar para fazer uma leitura global dos antecedentes, da Revolução e do novo regime político.

Temos, sem dúvida, de ser magnânimos em relação aos azedumes dos antirepublicanos, mas como dizia no outro dia o Professor José Medeiros Ferreira numa interpretação de um discurso do Dr. Mário Soares proferido na Academia das Ciências de Lisboa temos de assumir um "Republicanismo crítico"( in Blog 'Cortex Frontal'de 14 de Janeiro de 2010).

Em suma, temos de ser justos nas análises históricas, mas convictos dos nossos valores. Porquanto, estas Comemorações também vão servir para que alguns cépticos e monárquicos sublinhem em excesso os erros da 1ª República.

Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão
www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt

Anónimo disse...

Claro que essa república que foi imposta a tiros e bombas deve ser celebrada, sobretudo por todos os democratas.Viva a violência, viva o regicídio, o poder para quem tem atrevimento de pegar numa espingarda.
Buíça