segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pomar em Brasília

Júlio Pomar é hoje um dos mais importantes pintores portugueses. Vive entre Paris e Lisboa. Hoje, em Brasília, é inaugurado um seu painel de azulejos, que passa a figurar numa longa parede da Biblioteca, esse magnífico edifício desenhado por Oscar Niemeyer na Esplanada dos Ministérios. Assim se conclui a ideia, em que me envolvi há quatro anos, de recuperar este trabalho. A obra original de Júlio Pomar, com mais de duas décadas, havia sido desmontada do local onde estivera colocada e jazia armazenada em caixotes.

Graças à persistência da Secretaria da Cultura do governo do Distrito Federal, com a ajuda financeira da Caixa Geral de Depósitos, o projecto de recuperação foi levado avante, como o Correio Braziliense ontem assinala e o Portugal Digital hoje refere.

Na vida diplomática, nem sempre conseguimos concretizar aquilo a que nos propomos. Mas, às vezes. isso acontece. Brasília merece bem este belo painel, sonhado por Júlio Pomar e por alguém que muito gostaria de o ver no local onde agora fica, essa grande figura da lusofonia que foi José Aparecido de Oliveira.

8 comentários:

Anónimo disse...

Em Brasília acontencem também “outras coisas”. Lula a jogar cada vez mais no tabuleiro internacional. E ainda bem. Quer se queira ou não, o Brasil, de hoje, tem peso na política internacional.
Retomando o conteúdo do Post, é grato saber desta iniciativa (conjunta) que promove um trabalho desse grande artista português, que é Júlio Pomar.
João Forjaz

TCA disse...

Niemeyer e Pomar. perfeito!

Julia Macias-Valet disse...

A arquitectura moderna (brasileira) e a pintura/azulejaria contemporânea (portuguesa) unidas. O resultado so pode ser feliz :)
Brasilia estara certamente a partir de hoje, ainda, mais bonita com o fruto de Pomar.

Vi em 2002, uma exposiçao fabulosa no Jeu de Paume, sobre Oscar Niemeyer. Mas nao me dei conta que Julio Pomar e Joana Vasconcelos nos visitaram na primavera passada. Dommage !

Anónimo disse...

Quando li este post, a primeira impressão foi de ver um leão de semblante misterioso e para corroborar a minha visão li esplanada dos mistérios...

Mas é só a redução da acuidade visual própria da idade, a boa noticia é a arte que se revitaliza em cada dia plagiando criativamente os próprios autores em dimensões diversificadas, de certeza bonitas.
Isabel Seixas

João Antelmo disse...

Há cerca de quinze anos, tive oportunidade de ver oa paineis ainda no sítio para originalmente foram destinados, o Gran Circo Lar de Brasília.
Na altura, aproveitando uma visita do então Primeiro-Ministro Cavaco Silva, tinha-se procedido a uma rápida intervenção destinada a "disfarçar" o avançado estado de degradação que o Gran Circo Lar e os próprias obras de Pomar tinham atingido.
O Brasil vivia os tempos agitados da Presidência de Collor e tudo tinha um vago cheiro de improvisação, de provisório e de pouca convicção.
Um ano depois da visita do PM português, a decadência do lugar estava, de novo, patente.
Ainda bem que os paineis encontraram um novo local para os acolher.

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador juntar Pomar que conheço e Niemeyer que apenas reconheço faz-me sentir orgulhosa. E saber que o seu esforço contribuíu para que tal acontecesse dá-me muita satisfação.

Anónimo disse...

Quis a sorte que eu estivesse presente na inauguração desse fantástico painel, que contou com a presença do Mestre Pomar.
É, de facto, um enorme privilégio para todos nós e um deleite para os nossos sentidos viver estes momentos. Não apenas porque o enorme painel é Pomar no seu melhor, mas também porque localizado na Praça da Língua Portuguesa, situada no seio de uma biblioteca (é assim mesmo! A praça dentro da biblioteca.), na qual está a nascer uma esplanada de “café à portuguesa”.
Nos discursos de inauguração, foram enfaticamente lembrados, pelas autoridades locais, os que muito contribuíram para que a obra fosse possível. Entre eles o autor deste blog e o seu sucessor.
Brasília está ficando, cada vez mais, “a menina dos meus olhos” e de muita gente que tem oportunidade de a conhecer. Um verdadeiro amor que, mesmo distante, está sempre connosco, e, no reencontro, logo apaga o hiato da separação.
Na minha qualidade de eterno amante de Brasília, assumo a legitimidade que me permite agradecer-lhes.

JR

Fábio Ferreira Durço disse...

Meu Caro Amigo,
Ontem à tarde eu estive na Biblioteca Nacional de Brasília (a biblioteca sem livros!) e fiquei impressionado com a obra do Júlio Pomar.
Em seguida, assisti ao concerto de piano promovido pelo Instituto Camões, na Embaixada de Portugal; bela iniciativa!
Um cordial abraço.
Fábio Ferreira Durço