quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mollat

Confesso a minha perdição por livrarias, para quem ainda não tivesse desconfiado. Ontem, de manhã, regressei por breves minutos à livraria Mollat, no centro de Bordéus, uma das mais bem organizadas e profissionais que conheço. Onde me falaram de Mário Soares por lá ter passado, por mais de uma vez.

Como habitualmente faço, fui ver a estante de literatura portuguesa, traduzida em francês. Alguma óbvia: Eça, Saramago, Lobo Antunes, Pessoa e Agustina. Mas também Cardoso Pires, Torga, Ferreira de Castro, Carlos de Oliveira, Graça Moura e José Luís Peixoto, para além de antologias. Nada mais, o que é escasso, embora bem melhor do que em muitas livrarias em Paris.

Má surpresa na zona da nossa literatura publicada em português. Muito pouca coisa e a fantástica revelação de que tiveram de importar os nossos livros via Brasil (!), dada a falta de resposta e a excessiva demora (além de imprecisão nas encomendas) dos seus fornecedores possíveis em Portugal. E foi-me dito que existe uma real procura, a que não conseguem dar resposta, por virtude dessas limitações. Apenas incrível! A ver vamos se é possível à Embaixada intervir.

4 comentários:

Anónimo disse...

Alguém terà que se meter nisso, mas tem muito trabalho pela frente...
José Barros

Alcipe disse...

O problema da exportação dos nossos livros é um problema de organização (i.e falta dela) dos nossos editores.

Não deixa de ser verdade que o lucro dessas exportações é marginal ou mesmo mínimo: mas aí caberia ao Instituto Português do Livro uma intervenção! (diga-se em abono dos que lá trabalham, que eles conhecem o problema),

A imagem que vejo faz-me crescer água na boca, mas aqui onde vivo também há boas livrarias, ainda que mais confusas e desarrumadas...

Anónimo disse...

Comungo desse mesmo sentimento, um dos prazeres que tenho, o de deambular por livrarias, daí ter, um dia em Otava, ficado decepcionado com um convite para jantar…ás 6 da tarde (!), visto, por essa hora, tendo terminado o meu trabalho, tinha pensado ir até a uma livraria que por lá havia (suponho que continua) de excelente qualidade. Em virtude de ter de partir no dia seguinte, lá se foi ao ar uma segunda visita àquela livraria. Coisas da vida!
P.Rufino

CN disse...

e ainda há uns meses atrás fechou uma das duas livrarias de Paris onde se podiam encontrar livros em português... não foi?