domingo, 21 de junho de 2009

Bolos

Ao deparar hoje com esta imagem de Wayne-Thiebaud, num álbum de Pop Art, deu-me para pensar nesse tempo, já tão longínquo, em que Herman José ainda era Herman José. Para ver aqui.

2 comentários:

Helena Sacadura Cabral disse...

Percebo o que diz. Mas continuo a pensar que ele pode ser sempre o Herman. Basta querer olhar a vida de modo diverso. Marcou, para sempre, o humor em Portugal.
E quando penso em todos aqueles que nasceram com ele e se autonomizaram, não vejo melhor. Os Gato Fedorento, essa lufada de ar fresco quando apareceram, perderam a graça com o excesso de publicidade às mesmas empresas, antes CGD e, agora, a PT com os inenarráveis capitães do espaço MEO, para não falar já da "intervenção de cariz intelectual"!
Dos "Contemporâneos", poderia dizer que exploram, sem piedade, o nosso lado mais miserável, pese embora o apreço que tenho pelo Nuno Lopes.
Os restantes nasceram também com ele: Ana Bola, Maria Rueff, Maria Vieira. E sem ele têm tido dificuldade em se manterem activos.
O humor é o género mais difícil das artes teatrais e é raro encontrar pessoas como António Silva, Vasco Santana, Mirita Casimiro, Humberto Madeira, Teresa Gomes, Ribeirinho e muitos outros que, numa época dourada, dominaram o nosso humor.
Bastará ao Herman, fazer uma travessia de deserto - essa, sim, a meu ver indispensável - para, repensando-se, poder encontrar um novo rumo no humor que, eu diria, lhe é inato.

Anónimo disse...

Fica-me a impressão que o Herman já passou de prazo. O que é pena, pois foi genial, noutros tempos. Quanto aos Gatos, também acho “que já foram”. Já não são.
Albano